segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O PROJETO DE TCC (TRABALHO DE CONCLUSÃO) PARTE III

8 SEXUALIDADE NA ESCOLA
8.1 O adolescente, a sexualidade, a escola e suas possíveis intervenções
É no lar do adolescente que a educação sexual deve começar, antes mesmo que a criança ingresse na escola, e deve ser levada adiante ao longo de seu desenvolvimento, vinculada tanto aos estudos quanto aos demais aspectos de sua vida. É sem dúvida, algo que tem a necessidade de ser aprimorado na adolescência, quando as transformações físicas, fatores psicossociais, e interesse sexual passam a dominar o pensamento e as ações dos jovens.
Como em todos os aspectos de sua vida, a criança aprende mais observando e copiando as atitudes dos pais ou outras figuras, do que por informações tiradas de livros ilustrados ou através de frases preparadas, obtidas em textos científicos. A educação sexual ideal dos filhos depende principalmente do grau de superação por parte dos pais, dos tabus que cercam o comportamento sexual do humano e da falta de conhecimento de muitos aspectos de sua própria sexualidade. (SOUZA, 1996)
A sexualidade ainda é uma área onde muitos se envolvem com cuidado e receio, buscando refúgio na ciência, evitando a contextualização social e cultural do adolescente. De acordo com Béria (1998), a sexualidade é tratada de maneira formal e científica não indo ao encontro com o surgimento de certas questões. Louro (1997) confirma essa visão, e diz que as escolas brasileiras ainda conduzem suas aulas ligadas a educação sexual, de maneira científica.
 A orientação sexual nas escolas não passa de uma aula de biologia, restringindo o assunto apenas sobre o aparelho reprodutor do homem e da mulher. É importante saber, que a educação sexual também pode continuar a acontecer em contextos menos formais, onde a cão educativa é mais descontraída. 
De acordo com Meyer (2000), além de ter seu papel na educação sexual sistematizada e formal, a escola, como qualquer outro ambiente social, tem um papel importante na intervenção informal de conhecimento ligado à sexualidade. Para exercer a função de educador sexual não é necessário ter o diploma de professor, nem ser expert em alguma área especial do conhecimento.
O simples fato de nos relacionarmos uns com os outros, faz com quem todos nós, de alguma forma, sejamos educadores sexuais. A preparação para discutir questão sobre sexualidade tem pouco a ver com a formação acadêmica do educador, e sim com a sua postura frente à vida e à sexualidade. Um bom médico ou professor de ciências podem ser péssimos educadores sexuais ao transmitirem ideias preconceituosas sobre o que, do ponto de vista da ciência, “deve” ser considerado um comportamento normal. (MEYER, 2000)



T.A.W

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